domingo, 5 de julho de 2015

O floricultor entrou em coma e hoje pedala nos equipamentos do parque


Osmar Gualberto Caldeira, 68 anos (foto), é desses homenzarrões de quase 1,90 metro de altura, 97 quilos, comerciante aposentado, dono da Flora Santa Lúcia, que por anos a fio atendeu à seleta clientela do Alto Santa Lucia e São Bento.

Osmar tinha saúde de ferro, mas fumava, e fumava muito, desde os 14 anos de idade. 

Pois no início do ano foi internado às pressas devido a um quadro de bronquite asmática. Mas ele estava com enfisema, e como uma coisa puxa a outra, seu quadro piorou, ele entrou em coma.

E em coma ficou por dois meses e 4 dias. E este coma o levou a problemas nos quadris, a descobrir que tinha diabetes, problemas de coluna. Enfim, Osmar saiu de uma atividade amena, no trabalho com flores, mudas e paisagismo para um tremendo sofrimento em hospital.


Mas hoje está recuperado. Alegre, falante, comparece diariamente ali na praça República do Líbano cumprindo seu “road show” nos equipamentos de ginástica. Dá graças a Deus pela mulher e os cinco filhos, um dos quais no mesmo ramo de floricultura, só que no município de Itabirito.

sábado, 4 de julho de 2015

Um cruzeirense e dois atleticanos: a crise na CBF e o bolão do Atlético



O cruzeirense Geraldão e os atleticanos fanáticos Nelsinho Canaan e Milson Mundim dividem a pista do parque em acirradas discussões futebolísticas.

Geraldão, como antigo zagueirão do Cruzeiro e da seleção brasileira, critica, critica e critica o atual futebol brasileiro, os cartolas e, especialmente, CBF e federações estaduais, todas comprometidas mais com as pessoas dos dirigentes do que com o futebol.

Nelsinho Canaan é atleticano e isto basta. Nada mais interessa, com seu clube já no segundo lugar no brasileirão e a turma batendo um bolão. 

E, falando em bolão, dava até pra fazer rolar a maior bola de futebol do mundo, fabricada na África do Sul, com 15 metros de diâmetro e 650 quilos de peso.

Milson Mundim lembrava-se de quando foi meia atacante do Atlético nos idos dos anos 40. Frequentava a colina de Lourdes para treinar ali naquele campo onde hoje é o Diamond Mall. E dispara certeiro: "o Atlético precisa de renovação!"
Esta é a maior bola de futebol do mundo, fabricada em 2010 na África do Sul. Demora duas horas para ser enchida.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Vivas, entre os fantasmas de São Tiago e os que assombram nossos computadores


Américo José Vivas de Sá (foto) é programador, especialista em tecnologia da informação, sabe tudo sobre internet e presta serviços para empresas e particulares, especialmente corrigindo estes constantes problemas que ocorrem em nossos computadores e que não fazemos a mínima ideia de como corrigi-los.

O especialista mora no bairro do Luxemburgo e quando tem tempo também caminha no Parque da Barragem. Ele gosta do local mas adianta que a área seria melhor ainda se oferecesse conexão wifi gratuita e de qualidade aos frequentadores.

Américo Vivas é do interior, de uma deliciosa cidade no Campo das Vertentes, a Cidade do Café com Biscoito, São Tiago, cheia de igrejas, próxima de São João Del Rey, e também repleta de histórias de assombração e várias lendas, como a da Lágrimas da Morte.

“Entre as ruínas de uma casa do início do século passado, a alma de Maria José Gabet, a Nhanhá Gabet, veste preto e vaga em gemidos e lágrimas pela morte dos sete filhos e do marido, fato ocorrido dia 13 de setembro de 1916. 

O espanto em torno do caso é por conta das circunstâncias das mortes, todos mortos envenenados pelo pai, que se suicida em seguida."


Esta e outras histórias estão no site de Américo Vivas sobre São Tiago. Entre lá e se delicie http://www.saotiagoonline.com.br/ 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A rua Macau, como a cidade chinesa, é um jogo de azar


A rua Macau, no bairro Coração de Jesus, porta de entrada da Vila Paris, na Colina do Mosteiro, é uma via pequena, íngreme, de apenas um quarteirão, bem movimentada, e que apresenta inúmeros problemas de circulação, especialmente pelo fato de ser mão dupla.

A Macau precisa ser mão dupla e suas quatro placas mostram o estacionamento proibido do lado direito de quem sobe. Ocorre que os motoristas não obedecem a proibição e se aproveitam da leniência da BHTrans, que não fiscaliza como deveria.

E nesta terça-feira, dia 1 de julho, os moradores que presenciam acidentes e pressionam para soluções, acharam que finalmente a fiscalização iria multar os carros estacionados nos locais proibidos.


Que nada. O caminhão guincho apareceu para atender a uma reclamação de carro parado na porta de garagem, não rebocou o veículo, ocupou a via, os fiscais não multaram os infratores e tudo ficou como antes. Com os dois lados repletos de veículos estacionados.

E o jogo continua. Uns fingem que multam, outros fingem que não sabiam, e o azar continua à solta, como sempre contra a população desassistida.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

O dentista tem que administrar seu consultório como empresa


Foi-se o tempo em que os profissionais liberais se limitavam a exercer as suas profissões com maestria. Os tempos modernos exigem que eles sejam, também, excelentes gestores de seu próprio negócio.

É o que constata o dentista Mauri do Carmo Ceolin (foto). Com consultório no Centro de BH, ele aconselha os mais jovens a fazerem cursos de gestão ou de administração de empresas, para que possam exercer a profissão com mais segurança.

Mauri sempre morou nas redondezas do Parque. Primeiro, em uma ampla casa com quintal e piscina, no São Bento; depois, quando se separou, comprou um apartamento em frente à lagoa.

Frequenta o Parque antes mesmo das obras na lagoa. Atualmente, caminha na pista todas as manhãs, e depois vai para os aparelhos se exercitar.

Embora já tenha se aposentado, ele não pensa em fechar o consultório: “a gente não pode parar”, diz.

Suas paixões são os dois netos, Yasmin, de 7 anos e meio, e Nicolas, de 7 meses. Ambos moram com a mãe na casa do avô, que se desmancha ao falar dos pequenos.

Um novo casamento não está nos seus planos: “me limito a namorar”, brinca. (Post Tetê Rios)

terça-feira, 30 de junho de 2015

Inverno no Parque: flores, poesia e vida


“A consciência de uma planta no meio do inverno não está voltada para o verão que passou, mas para a primavera que irá chegar. A planta não pensa nos dias que já foram, mas nos que virão. Se as plantas estão certas de que a primavera virá, por que nós – os humanos – não acreditamos que um dia seremos capazes de atingir tudo o que queríamos?”
Khalil Gibran



E no meio de um inverno eu finalmente
aprendi que havia dentro de mim
um verão invencível.
Albert Camus


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cabo Jardel, a segurança do parque em boas mãos


Bacharel em Direito, técnico em metalurgia, atleta que gosta de corridas e natação, casado, pai de uma menina de 3 anos. 

Este é o cabo Jardel, policial militar que faz a segurança na pista do Parque da Barragem Santa Lúcia.

Wallace Jardel Reis Peixoto é um policial diferenciado. É também um relações pública da PM, pois faz questão de conhecer os frequentadores, conversa com todo mundo, toma as providências solicitadas e se mostra um leitor competente, fala com desembaraço e conhece os assuntos do momento, da política à ficção.

O importante, porém, é que o cabo Jardel tem cumprido o mais importante: mantém a segurança no parque. E tudo na conversa, especialmente com menores que às vezes chegam “alterados, olhos vermelhos e falando coisas sem nexo”. Ele conversa, orienta e os encaminha para casa ou escola.

domingo, 28 de junho de 2015

Manequim feminino "causa" no parque e suplex vende bem


Felipe Silva (foto) chegou devagar, encostou seu carro popular, tirou as roupas de ginastica femininas para fora e vestiu um manequim de meio corpo com um suplex de poliamida branco que causou entre frequentadoras e caminhantes do Parque da Barragem.

Vendeu logo algumas peças a R$40,00, distribuiu alguns cartões e se mandou logo, logo, prometendo retornar, porque a crise está brava e até os domingos na feira da Afonso Pena as vendas estão difíceis.


“Mas mulher sempre compra, especialmente se há alguma facilidade, como cheques pré-datados e divisão em algumas parcelas, e mais ainda, se a gente vem onde ela está, pois facilitar a vida de nossas amigas é sempre um prazer para nós”, completa Felipe Silva.