segunda-feira, 30 de maio de 2016

Trabalhador, saiba a diferença entre a intrajornada e a interjornada

Coluna Direito do Trabalho

Daniel Tostes *


A maioria das pessoas com quem converso não sabem distinção entre o intervalo intrajornada e o interjornada, então façamos uma breve análise:

Primeiramente vale informar que ambos são direitos concedidos aos empregados pela CLT.

O primeiro (intrajornada) está previsto no artigo 71 da CLT, da seguinte forma:

Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas.

§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas.

§ 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho.

Portanto, o intervalo intrajornada é o “horário de almoço”, ou seja, o tempo reservado no meio da jornada de trabalho para que o empregado possa se alimentar e descansar.

Conforme expressamente previsto no texto legal, o intervalo intrajornada para os empregados que trabalhem por mais de 6 horas diárias será de no mínimo 1 hora e no máximo 2 horas, ressaltando que quando não concedido ou concedido apenas parte desse intervalo, será devido ao empregado o pagamento integral desse tempo, acrescido de 50%, por exemplo: 

para o empregado que tem direito a um intervalo de 1 hora diária para refeição e descanso e goza apenas de 40 minutos, será devido (nos termos da súmula 437 do TST) o pagamento da hora cheia, acrescida do adicional de 50%, e não apenas dos 20 minutos não usufruídos.

Já o interjornada está previsto no artigo 66 da CLT que é o intervalo mínimo de 11 horas a ser respeitado entre uma jornada e outra, ou seja, o descanso entre o término da jornada de um dia e o início da jornada do dia seguinte.


Ambos os períodos (intervalos) visam preservar a saúde do empregado e a segurança do ambiente de trabalho vez que, comprovadamente, ambientes com jornadas exaustivas favorecem a ocorrência de acidentes de trabalho.

*Advogado: email danielqtostes@hotmail.com


domingo, 29 de maio de 2016

Parque da Barragem, a nova academia ao ar livre

Mateus Trindade tem programa específico para cada aluna, como Nayara Pavuna, que pretende perder sete quilos

Nayara Pavuna é coordenadora financeira e, atendendo à sugestão de seu personal trainer Mateus Trindade, escolheu o Parque da Barragem para cumprir programa individualizado de exercícios físicos.

O objetivo: perder peso, pelo menos sete quilos. 

Com um mês de exercícios intercalados, que constam de estímulos diferenciados em cada período de cerca de uma hora, mais 30 minutos de aeróbica na academia, Nayara consegue perder um quilo e meio em apenas um mês.

“Mas o bom resultado não se deve somente ao exercício, e também à dieta balanceada e ao empenho dela”, explica o professor.

Mateus faz um planejamento semanal para cada aluno, que deve ser seguido diariamente. O programa, explica ele, é direcionado de acordo com o objetivo do aluno e as suas condições físicas e limitações.

Para Nayara, além dos alongamentos, ele desenvolveu um programa que trabalha mais os membros inferiores. “Meu percentual de gordura estava muito elevado”, explica Nayara que, além de perder peso, optou pelo personal para ter mais saúde.

O Parque foi o local escolhido por Mateus por ser um local arejado mas, principalmente, pelo belo visual, emoldurado pela lagoa, um convite a suar a camisa com mais prazer. (Post Tetê Rios) 

sábado, 28 de maio de 2016

E a poesia subiu nas árvores do parque


Palco dos mais diversos tipos de manifestações culturais, de protestos, de campanhas solidárias, políticas, de marketing de produtos e até de declarações de amor, o Parque da Barragem acaba de ganhar poemas colados em árvores e postes.

Alguns são anônimos. Outros levam a assinatura do hashtag #VistaPoesia, que, em sua página do Facebook, se define como “um projeto que experimenta diferentes linguagens artísticas para valorizar as nuances poéticas que perpassam o cotidiano”.

De Carlos Drummond de Andrade a Guimarães Rosa, os recados vão sendo dados para quem caminha pela pista. Como “Infelicidade é uma questão de prefixo”, do universo roseano, bem apropriado para os dias atuais.

Quem tira uns minutos de seu dia a dia para correr, caminhar ou, simplesmente, jogar conversa fora no Parque da Barragem, com toda a certeza, prefere a vida sem o prefixo in. Feliz, assim, simplesmente. (Post Tetê Rios).


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Tibi não conseguiu provar que nasceu

Tibi Dias, artista plástico de primeiríssima qualidade, natural de Ouro Preto, morador em Belo Horizonte desde sempre, amigo de longa data, foi renovar a carteira de identidade e, adivinhem, não conseguiu provar que nasceu, cresceu, estudou, casou, teve filhos e está vivo. O prefeito Marcio Lacerda precisa agir.

Leiam esta postagem que ele fez no Facebook:

"AMIGOS, VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR... MAS ACONTECEU.

Na última quinta-feira eu fui ao posto de atendimento PSIU, na Praça Sete, para tirar segunda via de minha carteira de identidade que se encontra muito deteriorada.

Agendei com uma semana de antecedência, dia e hora marcados. Adiei compromissos e fui. Apesar de agendado, tive que pegar senha e entrar em uma fila. 

Esperei ser chamado para pagar taxa de $ 30 reais. Paguei e fui conduzido para outra fila e esperar que minha senha fosse chamada para a entrega dos documentos solicitados, entre eles minha certidão de nascimento. 

A atendente conferiu os documentos e saiu, pedindo que eu esperasse. Uns 5 minutos depois voltou dizendo não poder aceitar meus documentos porque minha certidão de nascimento não explicitava que eu realmente havia nascido em Ouro Preto. Que não havia o nome do hospital, apenas o endereço. 

Eu disse que naquela época, as pessoas não nasciam em hospital; que as parteiras iam nas casas e faziam os partos. Que aquele endereço, por si só, já era um indicativo do local em que eu havia nascido. E além do mais estava escrito, depois do endereço ”naquela sub-comarca”.

A moça perguntou se eu queria conversar com “o chefe”. Claro que eu quis. Ele repetiu a mesma cantilena e disse que eu teria que tirar outra certidão de nascimento porque aquela não estava nos moldes da lei.

Argumentei que uma nova certidão teria que ser baseada naquela mesma que ele dizia ser incorreta e então, também não seria confiável. Ele foi inflexível: “ é a lei, não posso fazer nada”.

"Mas como, se, com esse documento eu cursei o primário, fiz o secundário, entrei na universidade, comprei e vendi apartamento, tirei pelo menos umas quatro vias dessa mesma carteira de identidade? Mostrei a última que estava em meu bolso. Ele me olhou impassível.

Pensei em apelar para sua sensatez de quem, como “chefe”, tem que ter discernimento, competência e poder de decisão para resolver os problemas que porventura apareçam.

Foi aí que resolvi dar uma segunda olhada para aquela figura sem nenhuma expressão facial, que estava postada à minha frente. 

Olhei-o de corpo inteiro; a tônica de seu corpo não estava no rosto, nem nos ombros, nem nos olhos; estava no abdome proeminente, de quem estava contando os minutos para sair dali e tomar umas cervejas antes de ir para casa dormir, com a consciência tranquila do dever cumprido. Desisti.

Depois, mais calmo, pude refletir: ele queria que eu lhe pagasse umas latinhas para “quebrar meu galho”... E eu até me senti aliviado por ter escapado de uma terceira fila para colhimento de impressões digitais.
“Paizinho sete a um, esse!”

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Claudia Vasconcelos, a artista correu mundo e agora correu de volta, para Minas


Ela é irrequieta, globe trotter, já viajou mundo, conheceu cidades e pessoas, é multifacetada, viveu muitos amores, tem dois filhos adultos, ela é uma artista que retorna ao lar num estilo bem mineiro, para a fazenda da família, propriedade centenária, e permanece junto ao silêncio dos cafezais do bom fruto arábico.

Claudia Vasconcelos (foto) agora é restauradora. Estudou no Porto, em Portugal, contratada por multinacional de tintas. Mas é artista plástica, pintora figurativa e abstracionista, arte desenvolvida nas suas andanças pelo Rio e Janeiro.

A decoradora de interiores nasceu em Três Corações, no sul de Minas, esteve em Varginha, onde se casou, e Londres, onde virou figurinista, daí sua paixão pelo cinema, atuando nos figurinos e assistência de arte. 

Chegou até a trabalhar em espetáculo do tenor Plácido Domingo, na ópera Carmen, encenada no Rio.Trabalhou como figurinista em grandes produções, como o Grande Mentecapto, e nas Paquitas, produção da Xuxa.


Claudia tem atuado como decoradora de interiores e restauradora de fazendas centenárias, no sul de Minas, na região de Três Corações, Varginha e Pouso Alegre. Mas anda saudosa das areias de Ilha Bela, no Litoral paulista, onde morou por nove anos.

Detalhe do acesso da Fazenda do Paiol, no sul de Minas

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Sônia transitou da aridez da economia para a leveza da pintura abstrata


Filha de um arquiteto, irmã de um arquiteto e artista plástico e de outra irmã também artista, a economista Sônia Castanheira enveredou cedo pelo mundo das finanças.

Apesar de, seguindo a veia artística da família, ter tido contato com telas e pinceis desde menina, Sônia se formou em economia e fez pós-graduação em finanças na Fundação João Pinheiro.

Trabalhou em empresas públicas, como o BDMG, e privadas, mas a maternidade a afastou do mercado. “A mulher que se torna mãe geralmente vê as portas do trabalho se fechando”, lamenta.

Há três anos, ela se rendeu ao DNA e mergulhou fundo no mundo das artes plásticas. Passou a frequentar o atelier da irmã, Lúcia Castanheira, e não parou mais. 

“Mesmo na crise em que vivemos, a arte dá leveza, inspiração para enfrentar os problemas”, ensina.

Sônia é um dos artistas da coletiva “A pintura no espaço”, em cartaz no Espaço 670, na Serra, até o dia 13 de junho. Adepta da técnica mista, ela sabe dosar como poucos o guache e a acrílica sobre tela, em seus instigantes quadros abstracionistas.

Todas as obras da exposição terão parte da receita de suas vendas revertida para a Fundação Hospitalar São Francisco de Assis, entidade filantrópica que necessita de doações e parcerias para sua manutenção e tem o apoio deste Blog Parque da Barragem.

O hospital tem campanhas fixas de arrecadação de lacres de latas de alumínio para troca por cadeiras de rodas e cadeiras de banhos para os pacientes, e aceita doações dos mais diversos itens. Quem quiser ajudar pode ligar para o próprio hospital, no telefone 2126-1604. (Post Tetê Rios)

terça-feira, 24 de maio de 2016

Exercício funcional é completo e bem mais gostoso


Implantado no Brasil há mais de uma década, o exercício funcional virou moda no Parque da Barragem, onde professores e alunos suam, literalmente, a camisa a qualquer hora, em qualquer dia da semana.

Na manhã de sábado, um grupo animado, capitaneado pela professora de Educação Física Ana Maria Jünger (foto), participava da aula inaugural do Circuito Parque da Barragem, no espaço ao lado da barraca do coco. E com direito a farto café da manhã e distribuição de brindes de parceiros.

Foi a forma encontrada por Ana Maria para divulgar o trabalho que inicia no Parque às terças e quintas-feiras, em dois horários, pela manhã, às 7h15 e à tarde, às 16h.

A personal, que inaugurou estúdio no São Bento há sete anos, onde dá aulas de treinamento funcional e aeróbica, explica que escolheu o Parque pela excelente localização, a facilidade de estacionamento, o ambiente agradável e o visual.

Ela tem alunos dos 30 aos 60 anos, e garante que o exercício funcional pegou mesmo porque é completo e mais dinâmico e, portanto, mais agradável do que a dura rotina da malhação na academia.

Entre os seus parceiros, o Ponto do Atleta, loja de nutrição esportiva instalada no Mercado Central, e a Arte em Salada, delivery de saladas doces e salgadas, além dos famosos sucos detox, outra mania que tomou conta do país.

Então, fica a dica: quem quiser entrar em contato com Ana Maria, ou vai ao Parque às terças ou quintas, ou pode ligar para o 99861-2288. (Post Tetê Rios)