sábado, 30 de abril de 2016

Parque da Barragem, o nosso espaço urbano



O parque público urbano existe para propiciar aos habitantes do lugar um espaço aberto, arborizado, florido se possível, esteticamente confortável, com equipamentos para descanso e exercícios físicos. São espaços para amenizar o clima, o corpo e o espírito, uma área de lazer para socialização entre pessoas. O nosso Parque da Barragem Santa Lúcia é tudo isso e muito mais, pois ainda tem um lindo lago, um delicioso espaço de contemplação. Use o parque, viva melhor.



sexta-feira, 29 de abril de 2016

O engenheiro também se diz vítima do desgoverno Dilma


Nascido e criado em Curitiba, o engenheiro industrial Ernesto Greinert (foto) mora há oito anos no bairro Luxemburgo. Mesmo amando sua terra natal, adaptou-se à vida na capital mineira.
Os filhos gostam daqui, um que está se formando em Publicidade e a outra que estuda no Colégio Pitágoras, pertinho de casa.

Filho de alemães, que vieram para o Brasil com os avós, no Pós Guerra, Ernesto planeja voltar para o Sul, onde seus pais e parentes ainda vivem. 

É que ele se define como mais uma vítima do Governo Dilma: veio para Belo Horizonte a convite, para implantar uma unidade de beneficiamento da Usiminas, em Itaúna. 

Com a crise, no entanto, o projeto parou. E, com a paralisação das obras, veio a demissão.

Atualmente, Ernesto atua como consultor de projetos, para empresas nacionais e multinacionais, e por isto ele mesmo faz o seu horário. Isto lhe permite os passeios matinais no Parque da Barragem com Souflé e Torresmo, um pug um jack russel terrier que fazem a alegria da família.

“O Brasil virou piada lá fora”, lamenta o engenheiro. Apesar de tudo, ele não planeja se mudar para o exterior: “lá fora seremos sempre estrangeiros”, define.

Ernesto lamenta que a crise tenha transformado nosso país em motivo de chacota para quem não é daqui. Ele se lembra do retorno ao Brasil em julho de 2014, quando acompanhava a filha que fazia um curso em Denver. 

“Aterrissamos no Aeroporto de Brasília e estava uma bagunça, em obras para a Copa, vejam só. Sem banheiros, com sujeira, poeira, uma tristeza só”. (Post Tetê Rios)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Declarações de amor nas árvores do parque


Quem caminhou na manhã de quarta-feira na pista do Parque da Barragem se deleitou com a criatividade de alguém que escolheu uma forma inusitada e singela de declarar o seu amor por outra pessoa.

Em cada árvore da orla, foram colados corações feitos de cartolina com partes de poemas, de músicas e até mesmo marcando a data para dizer do sentimento. Tudo escrito com pincel atômico.

Singelo, mas cativante, prova de que o romantismo ainda existe nestes tempos conturbados em que vivemos. (Post Tetê Rios)


quarta-feira, 27 de abril de 2016

E o fotógrafo premiado virou agricultor de orgânicos sem agrotóxicos


Fotógrafo premiado, Júlio Bernardes (na foto, em primeiro plano, com os agricultores Matheus Siqueira e sua mulher Keila), passou por vários veículos da grande mídia, como o jornal O Globo e a revista Veja.

Mas há anos trocou a vida agitada das redações e das capitais pela tranquilidade do campo. Em 2015, fundou a CSA (sigla internacional de Community Supported Agriculture, ou seja, Comunidade que Sustenta a Agricultura). E tornou-se o Júlio das hortas.

Neste mês de maio, por meio de uma parceria com a Prefeitura de BH, Júlio, que é o gestor do projeto, poderá ser encontrado todos os sábados no Museu Histórico Abílio Barreto, que está para se tornar um novo ponto de entrega das cestas de produtos orgânicos. O objetivo é atender à população da região centro sul da capital.

Júlio explica que a CSA é um movimento social de economia popular solidária que conta com assistência técnica da Emater/MG. Reúne agricultores familiares e consumidores de alimentos agroecológicos/orgânicos da capital, unidos por uma alimentação saudável.

As cestas são entregues aos sábados, e têm folhas, raízes e frutas da estação, tudo produzido sem agrotóxicos. 

Os consumidores, chamados de coprodutores, recebem alface, rúcula, couve, agrião, almeirão, brócolis, manjericão, hortelã, hortelã-pimenta, abobrinha, berinjela, cenoura, beterraba, nabo, jiló, pimentão. 

E ainda frutas da época, como banana, limão, mexerica, abacate, manga, acerola, goiaba. “Também compõem as cestas as chamadas PANCs (plantas alimentícias não convencionais), como serralha, beldroega, caruru, azedinha, peixinho, ora-pro-nobis, picão”, ressalta.

Mas a parceria não se resume a produzir e a consumir. Segundo Júlio, o grupo busca também manter uma relação de amizade e confiança, em que riscos e benefícios são divididos entre todos os participantes, dependendo do resultado da colheita.

Entusiasmado, ele diz que o projeto está dando tão certo que já tem fila de espera, tanto de coprodutores como de agricultores. O agricultor Mateus Siqueira, (foto) que foi o primeiro a acreditar na ideia, está aumentando a área de plantio e a variedade de produtos, com a ajuda dos filhos Keila e Elvis. O rapaz era caminhoneiro e Mateus realizou o sonho de tirar o filho da estrada para ajudá-lo na horta. 

Uma particularidade do projeto é que não existe relação de compra e venda na CSA.  

“A única forma de adquirir os produtos da CSA é participando da comunidade, mediante o pagamento de uma taxa de inscrição e da mensalidade, atualmente R$ 150 por mês para uma cesta familiar, suficiente para quatro pessoas. 

Quem quiser saber mais detalhes pode ligar para Júlio Bernardes - Whatsapp: 31-98606-0639/(31)3672-7694 ou mandar um email para juliodashortas@gmail.com (Post Tetê Rios)


terça-feira, 26 de abril de 2016

Larissa abandonou a medicina na Bolívia para ser mãe em BH


Larissa David (foto) é enfermeira e estava morando na Bolívia, onde cursava o segundo ano de medicina. A ideia era fazer o curso em terras bolivianas por mais um ano para, então, tentar se transferir para uma escola brasileira, de preferência em Belo Horizonte, onde mora a sua família.

Mas a gravidez inesperada mudou os planos dela e do marido. Largou o curso de medicina e voltou para ganhar Marcone, hoje com nove meses.

A decisão não foi fácil, conta ela, que até hoje às vezes sente uma angústia e uma insegurança em relação ao futuro. “Mas ser mãe em tempo integral vale a pena, o ganho não tem preço”, garante.

Larissa mora no Santo Antônio, na Rua Zoroastro Torres. Desde os primeiros meses, acostumou-se a frequentar o Parque da Barragem com o pequeno Marcone. 

Do carrinho, o bebê, que ainda é amamentado pela mãe, vai curtindo tudo, a lagoa, os patos, os passarinhos. O passeio termina depois de uma água de coco. 

Para Larissa, o parque proporciona a interação entre seu filho e outras crianças, e mesmo entre ela e outras mães e babás. “O parque é o nosso refúgio”, define.

Escolinha, somente quando Marcone fizer dois anos, quando ela espera ainda estar amamentando. “Comigo foi assim, minha mãe, psicóloga, deixou a profissão por um tempo para cuidar de mim, me amamentou até os quatro anos”, conta, sorrindo. 

Ela cita também uma pesquisa que leu, indicando que crianças criadas pela mãe por mais tempo se tornam adultos mais carinhosos e atenciosos. (Post Tetê Rios)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Maria Campos, a artista que expôs em Paris, Rio, BH e Los Angeles



Maria Campos (foto) teve uma vida repleta. Foi administradora de empresas, executiva do Bank of America no Rio de Janeiro por 20 anos seguidos, fala inglês fluentemente, é pintora conceituada e hoje dedica-se a dar aulas de inglês como voluntária para companheiras do Clube da Maturidade.

A pintora mora na Cidade Jardim, pinta óleo sobe tela, paisagens, e teve um livro publicado sobre sua extensa obra artística, escrito pelo crítico Antônio Bento, “O Realismo Ecológico de Maria Campos” (reprodução ao lado), que ainda hoje pode ser adquirido na Estante Virtual. 

O livro, aliás, foi prefaciado pelo escritor Austregésilo de Athayde, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, já falecido.


Maria Campos é uma mulher alta, muito elegante, gosta de cores viva ao se vestir, e frequenta as quartas-feiras do Clube da Maturidade. Ela foi casada com diplomata e teve exposições individuais e coletivas em Paris e Los Angeles, no Rio e em Belo Horizonte.

Aprendeu a pintar com o mestre Guignard, ainda na escola do Parque Municipal, no centro da cidade.

domingo, 24 de abril de 2016

A faxineira Evanilda também culpa Dilma pelo desemprego


Evanilda Costa Silva (foto) é dona de casa, mãe de três filhos, de 15, 12 e nove anos. Nascida e criada no Morro do Papagaio, tem o Parque da Barragem como o seu grande quintal, para onde se dirige todas as manhãs, de segunda a segunda, para longas caminhadas de seis a oito voltas na orla da lagoa.

Experiente faxineira em edifícios, Evanilda engrossa as estatísticas do desemprego no país: está há mais de um ano sem um trabalho fixo. No momento, ter a carteira de trabalho assinada é o grande sonho de sua vida.

“Antes, a gente escolhia aonde ia trabalhar. Se enjoava do serviço, saía e na semana seguinte já estava empregada novamente. Agora, tudo mudou. Já entreguei muitos currículos, fiz várias entrevistas, mas até o momento ainda não fui chamada. A gente recebe muitos ‘nãos’”, lamenta.

Felizmente, conta ela, o marido é carpinteiro, empregado especializado na construção civil, e continua firme no trabalho na mesma empresa, há mais de oito anos.

Enquanto não consegue a tão sonhada recolocação, Evanilda tenta se modernizar e, para tal, espera uma vaga no curso de Informática Básica das Obras Pavonianas.

Enquanto caminha, vai contando de suas preocupações com a criação dos filhos, que ela faz questão de não deixar “na rua”. Tem medo da pedofilia e da violência, e tenta criar os filhos como foi criada, “dentro de casa, sem contato com as más companhias”.

Politizada, reclama do Governo Dilma: “Ela fez muita coisa errada. As consequências estão aí, desemprego, caos na saúde. A corrupção que a gente ouve todo dia é uma afronta à população”, reclama. (Post Tetê Rios)