sábado, 30 de abril de 2016

Parque da Barragem, o nosso espaço urbano



O parque público urbano existe para propiciar aos habitantes do lugar um espaço aberto, arborizado, florido se possível, esteticamente confortável, com equipamentos para descanso e exercícios físicos. São espaços para amenizar o clima, o corpo e o espírito, uma área de lazer para socialização entre pessoas. O nosso Parque da Barragem Santa Lúcia é tudo isso e muito mais, pois ainda tem um lindo lago, um delicioso espaço de contemplação. Use o parque, viva melhor.



sexta-feira, 29 de abril de 2016

O engenheiro também se diz vítima do desgoverno Dilma


Nascido e criado em Curitiba, o engenheiro industrial Ernesto Greinert (foto) mora há oito anos no bairro Luxemburgo. Mesmo amando sua terra natal, adaptou-se à vida na capital mineira.
Os filhos gostam daqui, um que está se formando em Publicidade e a outra que estuda no Colégio Pitágoras, pertinho de casa.

Filho de alemães, que vieram para o Brasil com os avós, no Pós Guerra, Ernesto planeja voltar para o Sul, onde seus pais e parentes ainda vivem. 

É que ele se define como mais uma vítima do Governo Dilma: veio para Belo Horizonte a convite, para implantar uma unidade de beneficiamento da Usiminas, em Itaúna. 

Com a crise, no entanto, o projeto parou. E, com a paralisação das obras, veio a demissão.

Atualmente, Ernesto atua como consultor de projetos, para empresas nacionais e multinacionais, e por isto ele mesmo faz o seu horário. Isto lhe permite os passeios matinais no Parque da Barragem com Souflé e Torresmo, um pug um jack russel terrier que fazem a alegria da família.

“O Brasil virou piada lá fora”, lamenta o engenheiro. Apesar de tudo, ele não planeja se mudar para o exterior: “lá fora seremos sempre estrangeiros”, define.

Ernesto lamenta que a crise tenha transformado nosso país em motivo de chacota para quem não é daqui. Ele se lembra do retorno ao Brasil em julho de 2014, quando acompanhava a filha que fazia um curso em Denver. 

“Aterrissamos no Aeroporto de Brasília e estava uma bagunça, em obras para a Copa, vejam só. Sem banheiros, com sujeira, poeira, uma tristeza só”. (Post Tetê Rios)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Declarações de amor nas árvores do parque


Quem caminhou na manhã de quarta-feira na pista do Parque da Barragem se deleitou com a criatividade de alguém que escolheu uma forma inusitada e singela de declarar o seu amor por outra pessoa.

Em cada árvore da orla, foram colados corações feitos de cartolina com partes de poemas, de músicas e até mesmo marcando a data para dizer do sentimento. Tudo escrito com pincel atômico.

Singelo, mas cativante, prova de que o romantismo ainda existe nestes tempos conturbados em que vivemos. (Post Tetê Rios)


quarta-feira, 27 de abril de 2016

E o fotógrafo premiado virou agricultor de orgânicos sem agrotóxicos


Fotógrafo premiado, Júlio Bernardes (na foto, em primeiro plano, com os agricultores Matheus Siqueira e sua mulher Keila), passou por vários veículos da grande mídia, como o jornal O Globo e a revista Veja.

Mas há anos trocou a vida agitada das redações e das capitais pela tranquilidade do campo. Em 2015, fundou a CSA (sigla internacional de Community Supported Agriculture, ou seja, Comunidade que Sustenta a Agricultura). E tornou-se o Júlio das hortas.

Neste mês de maio, por meio de uma parceria com a Prefeitura de BH, Júlio, que é o gestor do projeto, poderá ser encontrado todos os sábados no Museu Histórico Abílio Barreto, que está para se tornar um novo ponto de entrega das cestas de produtos orgânicos. O objetivo é atender à população da região centro sul da capital.

Júlio explica que a CSA é um movimento social de economia popular solidária que conta com assistência técnica da Emater/MG. Reúne agricultores familiares e consumidores de alimentos agroecológicos/orgânicos da capital, unidos por uma alimentação saudável.

As cestas são entregues aos sábados, e têm folhas, raízes e frutas da estação, tudo produzido sem agrotóxicos. 

Os consumidores, chamados de coprodutores, recebem alface, rúcula, couve, agrião, almeirão, brócolis, manjericão, hortelã, hortelã-pimenta, abobrinha, berinjela, cenoura, beterraba, nabo, jiló, pimentão. 

E ainda frutas da época, como banana, limão, mexerica, abacate, manga, acerola, goiaba. “Também compõem as cestas as chamadas PANCs (plantas alimentícias não convencionais), como serralha, beldroega, caruru, azedinha, peixinho, ora-pro-nobis, picão”, ressalta.

Mas a parceria não se resume a produzir e a consumir. Segundo Júlio, o grupo busca também manter uma relação de amizade e confiança, em que riscos e benefícios são divididos entre todos os participantes, dependendo do resultado da colheita.

Entusiasmado, ele diz que o projeto está dando tão certo que já tem fila de espera, tanto de coprodutores como de agricultores. O agricultor Mateus Siqueira, (foto) que foi o primeiro a acreditar na ideia, está aumentando a área de plantio e a variedade de produtos, com a ajuda dos filhos Keila e Elvis. O rapaz era caminhoneiro e Mateus realizou o sonho de tirar o filho da estrada para ajudá-lo na horta. 

Uma particularidade do projeto é que não existe relação de compra e venda na CSA.  

“A única forma de adquirir os produtos da CSA é participando da comunidade, mediante o pagamento de uma taxa de inscrição e da mensalidade, atualmente R$ 150 por mês para uma cesta familiar, suficiente para quatro pessoas. 

Quem quiser saber mais detalhes pode ligar para Júlio Bernardes - Whatsapp: 31-98606-0639/(31)3672-7694 ou mandar um email para juliodashortas@gmail.com (Post Tetê Rios)


terça-feira, 26 de abril de 2016

Larissa abandonou a medicina na Bolívia para ser mãe em BH


Larissa David (foto) é enfermeira e estava morando na Bolívia, onde cursava o segundo ano de medicina. A ideia era fazer o curso em terras bolivianas por mais um ano para, então, tentar se transferir para uma escola brasileira, de preferência em Belo Horizonte, onde mora a sua família.

Mas a gravidez inesperada mudou os planos dela e do marido. Largou o curso de medicina e voltou para ganhar Marcone, hoje com nove meses.

A decisão não foi fácil, conta ela, que até hoje às vezes sente uma angústia e uma insegurança em relação ao futuro. “Mas ser mãe em tempo integral vale a pena, o ganho não tem preço”, garante.

Larissa mora no Santo Antônio, na Rua Zoroastro Torres. Desde os primeiros meses, acostumou-se a frequentar o Parque da Barragem com o pequeno Marcone. 

Do carrinho, o bebê, que ainda é amamentado pela mãe, vai curtindo tudo, a lagoa, os patos, os passarinhos. O passeio termina depois de uma água de coco. 

Para Larissa, o parque proporciona a interação entre seu filho e outras crianças, e mesmo entre ela e outras mães e babás. “O parque é o nosso refúgio”, define.

Escolinha, somente quando Marcone fizer dois anos, quando ela espera ainda estar amamentando. “Comigo foi assim, minha mãe, psicóloga, deixou a profissão por um tempo para cuidar de mim, me amamentou até os quatro anos”, conta, sorrindo. 

Ela cita também uma pesquisa que leu, indicando que crianças criadas pela mãe por mais tempo se tornam adultos mais carinhosos e atenciosos. (Post Tetê Rios)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Maria Campos, a artista que expôs em Paris, Rio, BH e Los Angeles



Maria Campos (foto) teve uma vida repleta. Foi administradora de empresas, executiva do Bank of America no Rio de Janeiro por 20 anos seguidos, fala inglês fluentemente, é pintora conceituada e hoje dedica-se a dar aulas de inglês como voluntária para companheiras do Clube da Maturidade.

A pintora mora na Cidade Jardim, pinta óleo sobe tela, paisagens, e teve um livro publicado sobre sua extensa obra artística, escrito pelo crítico Antônio Bento, “O Realismo Ecológico de Maria Campos” (reprodução ao lado), que ainda hoje pode ser adquirido na Estante Virtual. 

O livro, aliás, foi prefaciado pelo escritor Austregésilo de Athayde, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, já falecido.


Maria Campos é uma mulher alta, muito elegante, gosta de cores viva ao se vestir, e frequenta as quartas-feiras do Clube da Maturidade. Ela foi casada com diplomata e teve exposições individuais e coletivas em Paris e Los Angeles, no Rio e em Belo Horizonte.

Aprendeu a pintar com o mestre Guignard, ainda na escola do Parque Municipal, no centro da cidade.

domingo, 24 de abril de 2016

A faxineira Evanilda também culpa Dilma pelo desemprego


Evanilda Costa Silva (foto) é dona de casa, mãe de três filhos, de 15, 12 e nove anos. Nascida e criada no Morro do Papagaio, tem o Parque da Barragem como o seu grande quintal, para onde se dirige todas as manhãs, de segunda a segunda, para longas caminhadas de seis a oito voltas na orla da lagoa.

Experiente faxineira em edifícios, Evanilda engrossa as estatísticas do desemprego no país: está há mais de um ano sem um trabalho fixo. No momento, ter a carteira de trabalho assinada é o grande sonho de sua vida.

“Antes, a gente escolhia aonde ia trabalhar. Se enjoava do serviço, saía e na semana seguinte já estava empregada novamente. Agora, tudo mudou. Já entreguei muitos currículos, fiz várias entrevistas, mas até o momento ainda não fui chamada. A gente recebe muitos ‘nãos’”, lamenta.

Felizmente, conta ela, o marido é carpinteiro, empregado especializado na construção civil, e continua firme no trabalho na mesma empresa, há mais de oito anos.

Enquanto não consegue a tão sonhada recolocação, Evanilda tenta se modernizar e, para tal, espera uma vaga no curso de Informática Básica das Obras Pavonianas.

Enquanto caminha, vai contando de suas preocupações com a criação dos filhos, que ela faz questão de não deixar “na rua”. Tem medo da pedofilia e da violência, e tenta criar os filhos como foi criada, “dentro de casa, sem contato com as más companhias”.

Politizada, reclama do Governo Dilma: “Ela fez muita coisa errada. As consequências estão aí, desemprego, caos na saúde. A corrupção que a gente ouve todo dia é uma afronta à população”, reclama. (Post Tetê Rios)

sábado, 23 de abril de 2016

A turista do sul de Minas chegou, viu e gostou




Lívia Trindade Rodrigues (foto) nasceu e foi criada em Perdões, mas há dois anos e meio mora na vizinha Lavras, onde estuda Engenharia Mecânica na UFLA, a Universidade Federal que abriga estudantes de todo o país e é considerada uma das melhores do Brasil.

No feriadão, a estudante veio passear na capital, a convite de amigos. Até então, só conhecia Belo Horizonte de passagem, então aproveitou os dias de folga para fazer verdadeira maratona pelos principais pontos turísticos.

E confessa o que amou: a Igrejinha de São Francisco de Assis, na Pampulha, com direito a passeio pela orla da Lagoa, o Mirante e o parque das Mangabeiras.

Visitou também o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, encantando-se com o Centro Cultural do Banco do Brasil e o Museu das Minas e dos Metais. E se deliciou no Mercado Central.

Também fez questão de conhecer o Parque da Barragem, onde aproveitou para uma boa caminhada com direito à degustação do suco de coco com abacaxi, que faz jus à fama de energético e revigorante.

Lívia, que é frequentadora assídua das praias cariocas, onde moram grandes amigos e para onde vai em quase todos os feriados, se surpreendeu com a diversidade de programas que a capital oferece aos turistas.

“É uma pena que as belezas de BH sejam tão pouco divulgadas. Os parques daqui são verdadeiros oásis entre o asfalto e os edifícios modernos e imensos. Os belo-horizontinos têm do que se orgulhar”, comentava. (Post Tetê Rios)  

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O professor de engenharia agora é voluntário em instituições para idosos


Edésio José Câncio da Silva (foto) formou-se em engenharia mecânica, trabalhou em grandes empresas, como a Mannesmann, e hoje é conselheiro do Clube da Maturidade, da Cidade Jardim.

Aposentou-se como professor titular do CEFET, onde lecionou engenharia industrial, e agora dedica-se também, em tempo integral, como voluntário, ao Cento de Referência do Idoso, importante instituição, com 16.500 metros de área, que funciona na avenida Pedro II, esquina de rua Perdizes.

Tanto no Clube quanto no Centro ele cuida da contabilidade, dá uma geral, confere os números, oferece sugestões, tenta conseguir equilibrar receita e despesas, coisa difícil em instituições que sobrevivem de verbas públicas e doações.

O Clube da Maturidade, por exemplo, sempre agradece aos deputados Fred Costa e João Leite, que destinam anualmente valores de emendas parlamentares.

Edésio Câncio mora no Luxemburgo e faz suas caminhadas na avenida Prudente de Morais e nas pistas do Parque da Barragem Santa Lúcia.

Mas exercício forte mesmo ele pratica é nos bailes de quartas e sábados, das 16 às 20 horas, no Clube da Maturidade na Cidade Jardim, um amplo salão com bar, restaurante e música ao vivo, aberto a todos.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Falta segurança para o Hospital São Francisco, referência em ortopedia em BH

O Complexo Hospitalar São Francisco de Assis, Unidade Santa Lúcia,  http://www.saofrancisco.org.br/ está em intensa campanha para se apresentar à população da zona sul de BH, mostrando que é referência em ortopedia, com mais cirurgias até do que o HPS João XXIII.

Sua localização no alto do bairro Santa Lúcia tem trazido insegurança especialmente para funcionários da unidade, motivo pelo qual a direção do HSF vai realizar importante reunião dia 28, a partir das 19 horas, na sede da rua Crucis, 50, para tentar diminuir os constantes assaltos, furtos, roubos, agressões e arrombamentos ocorridos nas suas imediações.

Por provocação do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços em Saúde de Belo Horizonte e Região Metropolitana, foram convidadas autoridades públicas, polícias civil e militar, Corpo de Bombeiros, Prefeitura e moradores.


Ainda para anunciar sua presença na região, o Complexo Hospitalar São Francisco vai realizar a 1ª Caminhada Solidária, na manhã do dia 30 de abril, sábado, no Parque da Barragem Santa Lúcia, quando também promoverá atendimento médico de check-up dos caminhantes matinais.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Neusa é doutora em linguística e editora de jornal


Neusa é uma mulher ativa, alegre, gosta de dançar e desde que ficou viúva lançou-se também no voluntariado em benefício dos amigos e também por maior socialização, uma vez que os cinco filhos estão criados e levando vida própria.

A diamantinense Neusa de Araújo Fernandes (foto) é doutora em linguística pela PUC-Minas, lecionou língua portuguesa por muitos anos na Faculdade de Filosofia e Letras de Diamantina e agora se dedica ao Clube da Maturidade, em Belo Horizonte, na Cidade Jardim.

Ela é vice-presidente do mais antigo clube de maturidade de BH, criado há 31 anos, e, entre outras atividades, é a editora do jornal da entidade.


Neusa está há 15 anos em Belo Horizonte, mora no Santo Antônio e está sempre nos bailes do clube na avenida Prudente de Morais: quartas-feiras das 16 às 20 horas, e sábados das 16 às 21 horas. Os bailes têm música ao vivo e um bar de primeiríssima qualidade.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O Boina Azul caminha 10 km, investe no mercado e dança no Clube da Maturidade


Hermógenes era um rapazola em 1965 com seus 19 anos de idade quando viu a oportunidade da maior aventura de sua vida se apresentar assim, assim, exatamente ao tempo de prestar seu serviço militar obrigatório.

Alistou-se no Batalhão Suez, a tropa brasileira que, em coalizão com nove outros países, Canadá, Noruega, Finlândia, Índia, Colômbia, Dinamarca, Indochina, Suécia e Iugoslávia, tentava impedir a guerra entre Egito e Israel.

Foi assim que Hermógenes Almeida Santos (foto), hoje casado e com dois filhos, passou dois anos na famosíssima Faixa de Gaza como boina azul, a tropa da ONU encarregada de tentar pacificar a região.

Hermógenes mantém até hoje uma rotina militar: caminha 10 quilômetros por dia nos arredores de seu apartamento na Prudente de Morais, inclusive com algumas voltas na pista do Parque da Barragem Santa Lúcia.

Formou-se em engenharia mecânica e administração de empresas, tem pós-graduação em engenharia econômica, trabalhou na Mannesmann, que o levou a passar um ano na Alemanha, foi empresário na construção civil e hoje atua como consultor no mercado financeiro.


Ele mora em frente ao Clube da Maturidade, na Cidade Jardim, e também dá sua colaboração comunitária, atuando como voluntário na direção da entidade. Não perde os bailes das quartas e sábados.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Comerciante adoece e vira vigilante da dengue no Coração de Jesus


Luciana Aguiar (foto) é proprietária de uma franquia da A Rainha, especializada em meias masculinas e femininas, lingerie, moda praia e moda fitness e instalada há 15 anos na rua Iraí, onde conhece toda a vizinhança.

Desde que ela e sua funcionária caíram de cama com dengue, o que a obrigou a fechar a loja por alguns dias, ela se tornou uma vigilante atenta dos focos do mosquito no bairro.

“Primeiro foi todo um quarteirão da venida Guaicuí que adoeceu. A dengue pegou vários comerciantes e funcionários das lojas, da pracinha até a avenida Prudente de Morais”, conta. 

Há duas semanas, a doença migrou para a rua Iraí, onde várias pessoas do comércio local adoeceram, segundo a lojista.

Foi então que ela prestou mais atenção nas poças d’água paradas na rua, bem em frente à porta da loja. Ligou para o 156 da Prefeitura de BH, expôs a situação e, três dias depois, o problema foi resolvido, com uma camada de asfalto.

Luciana elogia a presteza do atendimento via telefone 156, contando que a PBH atuou prontamente quando, tempos atrás, ela reclamou de moradores de rua que armaram a barraca em frente à sua loja. 

Desta vez, lamenta apenas não ter tomado providências antes: “foi preciso adoecer pra reparar no problema”. (Post Tetê Rios) 

domingo, 17 de abril de 2016

"Não vai ter Dilma", sucesso de vendas, está em liquidação na Di Maria


Com ampla maioria dos belo-horizontinos favoráveis ao impeachment da presidente Dilma – 67% dos entrevistados, segundo pesquisa divulgada neste sábado pela UFMG, em parceria com o Instituto Ver –, a procura por acessórios para sair às ruas neste domingo movimentou o comércio da Vila Paris.

A Di Marina, na Rua Iraí, por exemplo, estampava em sua porta camisetas, apitos, bandeiras e chapéus verde amarelos, além do boneco Pixuleco, com o ex-presidente Lula vestido de presidiário.

A proprietária da loja, Marina Braga, explicou ter feito as compras a pedido das pessoas que passavam de carro ou a pé, procurando alguma coisa verde amarela pra se manifestarem.

E as vendas foram um sucesso, com muitos produtos se esgotando em pouco tempo. Neste domingo, ela volta a abrir a loja, das 9 às 13h, pois às 14h começa a sessão em Brasília, só para atender aos manifestantes pró-impeachment que, em Belo Horizonte, prometem colorir a praça da Liberdade com as cores da bandeira nacional.

Há quatro anos, Marina inaugurou a loja especializada em acessórios femininos e infantis, fantasias para crianças e presentes. 

Seguiu o negócio da mãe, Silvana Braga, proprietária da Di Maria, instalada há mais de 20 anos na Praça José Cavalini.

“As bandeiras do Brasil para carros são os produtos mais procurados”, animava-se a empresária, que também viu os estoques de camisetas com os dizeres “Não vai ter Dilma” serem vendidos em poucos dias, obrigando à reposição do estoque em uma fábrica da capital. (Post Tetê Rios)

sábado, 16 de abril de 2016

Pronto. Agora moradores dormem tranquilos



A BHTrans agiu com rapidez e eficiência ao resolver um problema que afligia os moradores do simpático prédio colonial localizado na avenida Prudente de Morais, esquina de rua Gentios.

Instalou interceptores, seis blocos de cimento, na esquina da Gentios de maneira a impedir estacionamento de veículos, proporcionando, desta forma, que os ônibus da linha 9101 façam a conversão com tranquilidade e não mais trombem no prédio.

O Blog Parque da Barragem alertou à BHTrans sobre o problema em matéria publicada no dia 2 de fevereiro, oferecendo a sugestão dos próprios moradores do apartamento afetado, que não mais suportavam ser assustados com as batidas de um ônibus de dez toneladas nas paredes do quarto de dormir.


Uma solução simples que resolveu questão que afligia a muitos. 

Os veículos não encostam mais ali, os ônibus têm espaço para a conversão e os moradores agora conseguem dormir sossegados, sem quase morrer de susto dos raspões ou trombadas nas paredes do prédio.


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Empresária no Morro do Papagaio não sente a crise e ainda expande seus negócios


Ela se chama Edia, mas era para se chamar Edna. A mãe, analfabeta e mulher simples do interior, não soube explicar no cartório o nome escolhido. 

E Edna tornou-se Edia Cardoso (na foto, à esquerda com a amiga Larissa Cristina). Mas ela não liga: “acho que sou a única com este nome diferente”.

Bem humorada, sorridente e muito falante, todas as manhãs Edia estaciona seu Fiat Doblô e cumpre caminhada na pista do Parque da Barragem, ao lado da amiga e parceira Larissa Cristina. O objetivo é perder peso e barriga: “mais um mês e eu consigo”, diz, determinada.

Pois determinação é a palavra de ordem na vida desta filha do Morro do Papagaio, onde nasceu, foi criada e vive até hoje. 

Aos 28 anos, sua história é exemplo de empreendedorismo nato, aquele dom para o comércio que é para poucos.

Filha única de uma faxineira de prédio, começou cedo na labuta: aos 12 anos, já trabalhava como empregada doméstica no edifício onde sua mãe faxinava. Mais tarde, quando a mãe passou a trabalhar nas casas de famílias, Edia iniciou sua vida de comerciante.

Primeiro, vendendo roupas usadas que a mãe ganhava das patroas, nos tempos em que as mulheres mais ricas costumavam reformar o guarda roupas a cada nova estação. 

Menina ainda, pesquisava os preços e grudava com fita crepe em blusas, saias, vestidos e calçados, que eram vendidos no Morro, de casa em casa.

Nascia ali a empresária que hoje tem dois prósperos negócios, no interior do Aglomerado: um salão de beleza e uma loja de roupa fitness e lingerie. A amiga Larissa é sua “sacoleira”, que vende os produtos em outros bairros mais distantes, como Venda Nova.

Começou dentro de casa, mas a coisa foi crescendo tanto que teve de arrumar dois pontos – aliás, algo difícil de encontrar no Morro do Papagaio, conta ela, situação bem diferente do que acontece do outro lado da cidade, no asfalto, como os moradores do Aglomerado gostam de chamar o dito lado rico da cidade, onde as placas de aluga-se se multiplicam a cada dia.

No ano passado, enquanto lojas cerravam suas portas diante da crise, Edia abriu mais uma, a Espaço Feminino

Microempreendedora individual, a chamada MEI, seu sonho é tornar-se uma empresa Ltda. Sonho que, por enquanto, esbarra na falta de um IPTU, já que moradores do morro não tem suas propriedades legalizadas.

Casada com um frentista de posto de gasolina, mãe de dois filhos, Caio, de 10 anos, e Bernardo, de 5, estudantes do tradicional Colégio Santa Doroteia, Edia credita seu sucesso ao diferencial: “enquanto todo mundo compra roupas em fábricas de São Paulo, eu compro as fitness em Goiânia e as lingeries em Nova Friburgo”, explica. 

Conhecida no morro, não tem medo da violência, dos assaltos. 

Seu carro fica na rua e ninguém se atreve a mexer. Conta que abandonou o curso de Engenharia Civil na UNI-BH, no 4º período, porque estava atrapalhando seus negócios.(Post Tetê Rios)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Maria José já esteve no Partidão. Agora é ativista no Clube da Maturidade


Nos anos 60, durante a ditadura militar, a jovem estudante de sociologia filiou-se ao Partidão, o Partido Comunista Brasileiro, mas não ficou muito tempo.

Preferiu se transferir para o Polop, o Partido da Luta Operária, de linha chinesa, mais agressivo, “bem melhor que o Partidão, muito conservador para o meu gosto da época”.

A jovem estudante de sociologia que achava o Partidão conservador, é Maria José Lage Ottoni (foto), agora ativista comunitária, presidente do Clube da Maturidade, na avenida Prudente de Morais, na Cidade Jardim. 

Presidente pela segunda vez, ela é muito querida pelos mais de dois mil associados, que se dedicam aos bailes semanais e inúmeras atividades culturais e recreativas.

O casamento de Maria José com o jornalista Ildeu José Ottoni, que fez carreira na Imprensa Oficial de Minas, terminou também com aquela militância, especialmente depois do nascimento dos filhos.


Viúva há 27 anos, Maria José é a locomotiva que puxa o mais antigo Clube da Maturidade de Belo Horizonte, criado em 1985 pelo então deputado federal Leopoldo Bessone, secretário da Selt – Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo – no governo Tancredo Neves.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Super Girl e a Liga da Justiça na tremenda luta pela inclusão e acessibilidade

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Para os amantes dos super heróis, ela é a invencível Super Girl, amiga do Super Homem que, por sinal, acaba de entrar em cartaz nos cinemas de todo o mundo em luta com o Batman, faturando bilheteria que supera os U$ 30 milhões, em apenas uma semana.

Mas, para quem a conhece, Janaína Oliveira (foto acima) é apenas uma voluntária. Em 2011, ela ajudou a fundar a Liga da Justiça. 

O grupo de super heróis belo-horizontinos se encontra nas horas de folga para visitar asilos, creches e associações de crianças com algum tipo de problema.

E eles fizeram sucesso no Parque da Barragem no dia da caminhada Up & Down, em apoio a todos os que batalham no dia a dia contra o preconceito e pela inclusão das pessoas com a síndrome.

Janaína conta que seu trabalho começou por meio de uma parceria com o amigo Daniel Xavier, que criou o Pernas de Aluguel, para divertir pessoas que usam cadeiras de rodas.

O trabalho voluntário cresceu e nasceu a Liga da Justiça, hoje super requisitada em qualquer evento que envolva pessoas com problemas de locomoção e acessibilidade. (Post Tete Rios)


terça-feira, 12 de abril de 2016

Edna Thibau e Alphorria lançam coleção de roupas para ginástica, a Lyfe Style


A praca Professor Godoy Bethonico, no Cidade Jardim, ganhou movimento diferente neste final de semana. Foi o “Lyfe Style”, lançamento da coleção de fitness da Maison Alphorria, que se integra ao cenário do bairro com sua loja imensa e muitíssimo bem frequentada por mulheres chics e de bom gosto.

Uma centena de belas e elegantes ganhou um kit com camiseta,viseira, água e toalhinha e se jogou em aula puxada, com os professores Gabriel Ferreira e Raissa Carolina, da academia Cia Athletica, parando, literalmente, o transito.

A diretora geral da grife mineira que faz sucesso pais afora – tem dez showrooms espalhados em vários estados brasileiros – Fernanda Thibau (foto), explicava o sucesso dessa nova roupa da marca com foco para a moda fitness, voltada para a academia, as corridas, as caminhadas. 

“É, de fato, um novo estilo de vida, as pessoas buscam saúde e qualidade de vida através do exercício físico. Todo mundo quer malhar”, garantia.

E com propriedade: a primeira coleção, lançada há três anos, se esgotou em poucos dias. Desta vez, as inscrições para participar do encontro foram preenchidas em poucas horas. 

Fernanda chama a atenção para a exclusividade da estamparia, toda criada pela equipe da fábrica instalada no bairro do Prado.

Alem da academia, ela convidou outros parceiros, como a Unimed, que compareceu com equipe e ambulância, mas, felizmente, não precisou atuar; a Onodera, que garantiu massagens relaxantes para as dondocas; a Easy Ice, com seus deliciosos picolés; e a Mundo Verde, que ficou por conta do café da manhã.

A Alphorria, que completou 30 anos em 2015, tem como diretora de estilo a mae de Fernanda, a estilista Edna Thibau. Seu marketing e agressivo: há anos, veste as personagens mais fashions das novelas globais. (Post Tetê Rios)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Delsita e Severino cuidam bem do ipê amarelo que plantaram na orla


Dona Delsita Coimbra Catella e o filho Severino Jose Catella Júnior (foto) moram no Bairro Santo Antônio, em uma casa com quintal e muitas árvores, entre elas uma jabuticabeira e um ipê amarelo.

Júnior gosta de passear pelo parque, a pé ou de bike, mas, no sábado, mãe e filho aproveitaram para regar uma mudinha de ipê amarelo, que plantaram na orla da lagoa no mês de dezembro. 

“Está muito quente, faz tempo que não chove, ficamos com medo de ela não aguentar”, explicava ele.

Bem cuidada por ambos, que cercaram a muda e quase toda semana aparecem para regá-la, ela vai indo de vento em popa, alheia ao vandalismo que tem incomodado os frequentadores do Parque, onde muitas árvores são quebradas de propósito. 

Se tudo der certo, irá se juntar aos outros ipês da orla, que colorem o parque todos os anos, anunciando a chegada da primavera.

Mãe de seis filhos, dona Delsita conta que está esperando algumas mudinhas de sua jabuticabeira tomarem corpo para transplantá-las no parque. 

Orgulhosa, diz que a jabuticabeira tem mais de 60 anos, mas continua dando frutos até hoje. “E são docinhos”, faz questão de dizer. (Post Tete Rios)


domingo, 10 de abril de 2016

Biólogo quer jabuticabeiras no parque. Chega de árvores importadas


Além de frequentador assíduo do Parque da Barragem, e leitor do Blog, o biólogo Júlio César Maciel (foto), doutorando em Biologia pela UFMG, é um de nossos olheiros de plantão. Nada do que acontece no parque escapa de seu olhar atento.

Desta vez, Júlio César está implicado com o plantio de mais de 70 mudas no parque. 

É que, segundo ele, a Fundação de Parques optou por plantas ornamentais que sequer são nativas do Brasil, como as palmeiras imperiais, e nem dão sombra.

Deveriam escolher árvores frutíferas como pitangueiras, goiabeiras, jabuticabeiras, araçás ou buritis, que não somente atraem, mas alimentam os pássaros.

Outra árvore plantada, a leucena, segundo Júlio César não aguenta uma ventania. As grandes mangueiras, no entanto, trazem até tucanos na época das frutas, observa.

Por falar em tucanos, Júlio César, que mora há mais de 30 anos no bairro São Bento, acompanha atentamente a rotina de um casal desses pássaros que está morando em plena avenida atrás do shopping. 

“Mas eles são ariscos, principalmente devido ao barulho dos carros e à presença de predadores como uma família de carcarás, aves rápidas e ágeis na hora da caçada, que mora na torre da Vivo”, conta ele.

O biólogo está com 12 mudas de pitangueiras prontas para serem transplantadas de seu quintal para o parque, mas teme que a Prefeitura não aprove e os vândalos, que agem ativamente no espaço, não deixem as plantinhas irem pra frente.

Pois Júlio César tem toda razão: nem bem foram plantadas e as mudas já foram castigadas pelo vandalismo, como esta palmeira da foto abaixo. (Post Tetê Rios)


sábado, 9 de abril de 2016

Porcos na pista do parque ameaçam com meningite estreptocócica


O Departamento de Zoonoses da Prefeitura de BH, a Fundação de Parques Municipais e a Secretaria Municipal de Saúde estão devendo explicações aos frequentadores do Parque da Barragem Santa Lúcia por permitirem a circulação e pastoreio nos gramados e pistas do parque de uma vara de oito porcos.

O problema é antigo. Esta já é a terceira ou quarta geração de porcos que nascem, crescem e viram carne para açougues sem que o poder municipal tome qualquer providência, apesar de saber perfeitamente quem cria, onde cria e para onde vai esta carne separada sem qualquer higiene.

Compêndios técnicos mostram as doenças que podem ser transmitidas pelos suínos: “existem mais de 40 zoonoses relatadas envolvendo suínos, sendo algumas de etiologia bacteriana ou viral e outras parasitárias.

“No primeiro grupo estão a meningite estreptocócica, influenza, micobacterioses, brucelose, erisipelose, leptospirose e salmonelose.

“As parasitárias incluem a triquinelose, tungíase, toxoplasmose e cisticercose.

“Existem outras zoonoses de importância relativamente menor no nosso meio, como as causadas por Bacillus anthraxis, Clostridium perfringens, Cytomegalovirus, Pasteurella multocida, Brachyspira pilosicoli, Staphylococcus spp. e Yersinia spp.”


As fotos da porca e seus porquinhos são desta semana.