quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Pedro Américo criou academia para doentes graves


Doutor em Ciências da Reabilitação na Alemanha, país onde morou durante seis anos, o professor Pedro Américo de Souza (foto) trabalhou nesta área durante 40 anos, como docente da Escola de Educação Física da UFMG.

Tão logo se aposentou, há seis anos, ele inaugurou uma academia completamente diferente das existentes no mercado, e que, por isto mesmo, ganhou o nome de Academia Especial.

Localizada no andar térreo do Shopping Woods, na Avenida Guaicuí, a academia é dirigida a uma clientela de risco: pessoas que sofreram AVC, infarto, câncer, enfisema pulmonar, doenças respiratórias e males graves da coluna, Mal de Parkinson, esclerose múltipla, paralisia cerebral, dores crônicas.

Tudo começou na própria UFMG, onde o professor criou o Projeto Esporte Aplicado à Reabilitação de Pessoas com Deficiência. Foi ali que ele desenvolveu um método exclusivo de reabilitação, que ganhou o nome de estimulação neuropsicossocial.  “Buscamos a melhora psicológica, neurológica e social”, explica.

O foco é a qualidade de vida, e os resultados, gravados em vídeos de cada pessoa, são surpreendentes. “O método funciona onde a fisioterapia não funciona”, garante o professor.

Autor de dois capítulos do livro Paralisia Cerebral, uma bíblia dos especialistas nesta área, o professor discorre sobre a esporteterapia como indutora da neuroplasticidade na paralisia cerebral. 

Trocando em miúdos, ele comprova que o tratamento pode estimular o uso de células não lesadas por quem teve outras células lesadas pela paralisia. Seu método já foi aceito por neurologistas, principalmente devido aos bons resultados do tratamento.

No outro capítulo de sua autoria, ele defende a motivação como resposta nas terapias pelo movimento.

Entre os clientes da Academia, há casos trágicos, como o de um rapaz de 28 anos que ficou tetraplégico. No entanto, hoje ele consegue ter uma vida independente, chegando mesmo a dirigir seu carro.

Os equipamentos, semelhantes aos de qualquer academia, diferem nas adaptações feitas pelo próprio professor. Ali, pessoas que fazem quimioterapia ou hemodiálise, por exemplo, relatam as melhoras após o tratamento, não somente físicas, mas também emocionais.

“Dá prazer quando a gente vê os resultados, quando compara os registros em vídeo feitos no início do tratamento e algum tempo depois”, comemora Pedro Américo, um idealista, acima de tudo. O professor pode ser encontrado no telefone 31 2511-6511. (Post Tetê Rios)

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